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Transformação Logística e Integração Sul-Americana com a ponte do Corredor Bioceânico

Transformação Logística e Integração Sul-Americana com a ponte do Corredor Bioceânico


Transformação Logística e Integração Sul-Americana com a ponte do Corredor Bioceânico

A construção da Ponte Bioceânica sobre o Rio Paraguai, entre
Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), representa um marco
significativo na integração sul-americana. Este projeto ambicioso promete não
apenas modificar rotas logísticas, mas também transformar economicamente a
região, ligando diretamente o Atlântico ao Pacífico.

A ponte, com 1.294 metros de extensão e um vão estaiado de
680 metros, é projetada para eliminar o uso de balsas, oferecendo uma conexão rodoviária
contínua. A estrutura estaiada permite um vão livre de 350 metros,
essencial para a navegação fluvial ininterrupta. As torres principais atingem
uma altura de 130 metros, e a superestrutura combina aço e concreto de alta
resistência, projetados para suportar o tráfego intenso de caminhões.

O investimento total, cerca de R$ 575,5 milhões, é
financiado pela Itaipu Binacional do lado paraguaio. No Brasil, o DNIT lidera
as obras de acesso, incluindo a BR-267 e um centro aduaneiro, somando R$ 472
milhões. Esta infraestrutura é fundamental para transformar Porto Murtinho em
um entroncamento logístico internacional, redistribuindo fluxos que antes eram
concentrados em portos como Santos e Paranaguá.

A ponte é parte central do Corredor Bioceânico, uma rota de
2,4 mil quilômetros que conecta o Centro-Oeste brasileiro aos portos chilenos
de Antofagasta e Iquique. **Essa nova rota promete reduzir em até 9,7 mil quilômetros
a distância marítima para exportações à Ásia**, além de diminuir em 17 dias o
tempo total de viagem e reduzir em 30% os custos de frete. O agronegócio do
Centro-Oeste, especialmente soja, milho e carnes, deve ser um dos grandes
beneficiados.

Porto Murtinho está passando por uma reestruturação
econômica, com investimentos públicos e privados expandindo a capacidade do
terminal portuário local. **Os projetos visam melhorar o fluxo na fronteira**,
enquanto do lado paraguaio a pavimentação avança, integrando mais regiões.

Localizada no Pantanal, a construção da ponte exige um
rigoroso licenciamento e monitoramento ambiental. Planos de mitigação incluem
passagens de fauna e programas para reduzir impactos em rotas de animais
silvestres, garantindo a sustentabilidade do projeto.

Com a conclusão prevista para 2026, a Ponte Bioceânica
promete reposicionar o Brasil nas rotas de comércio internacional. A integração
regional e a disputa por rotas de comércio são partes de uma estratégia mais
ampla de conectividade física na América do Sul. Cidades ao longo da rota estão
se preparando para um aumento significativo em investimentos logísticos e
turísticos.















Dada a escala e a ambição do projeto, é razoável acreditar
que a nova ligação sobre o Rio Paraguai será um fator crucial para reposicionar
o Brasil nas rotas de comércio com a Ásia nos próximos anos. A infraestrutura
robusta, aliada a uma estratégia de integração regional, poderá abrir novas
oportunidades e fortalecer a posição do Brasil no comércio global.




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