Municípios de MS e o Corredor Bioceânico: Preparação e Expectativas
Preparação e Expectativas
i.a - Simulação pôr-do-Sol Ponte Bioceânica Com a conclusão da ponte do Corredor Bioceânico de Capricórnio prevista para o primeiro semestre de 2026, os municípios de Mato Grosso do Sul (MS) estão em uma corrida para se consolidarem como protagonistas na Rota Bioceânica. Esta infraestrutura promete conectar o Brasil aos portos do norte do Chile, passando pelo Paraguai e Argentina, tornando-se uma importante via de comércio e turismo.
Porto Murtinho está se preparando intensamente para se tornar a principal porta de entrada brasileira da Rota Bioceânica. O prefeito Nelson Cintra destacou o potencial turístico e as melhorias urbanas em andamento, incluindo a construção de uma avenida de 9 quilômetros para atrair visitantes. Além disso, a cidade está investindo em infraestrutura turística, como a “Orla do Rio”, para receber o fluxo esperado de turistas e mercadorias.
Campo Grande está se posicionando como um hub logístico da Rota. A cidade está desenvolvendo o Aplicativo Rota Bioceânica, que integrará informações sobre os países participantes do corredor. Além disso, a sinalização urbana está sendo atualizada para incluir orientações em português, espanhol e inglês. A prefeita Adriane Lopes destacou a importância de parcerias estratégicas para preparar a cidade para o novo cenário.
Jardim, graças à sua localização estratégica, está se preparando para ser um dos principais polos logísticos da região. O prefeito Juliano Miranda mencionou investimentos significativos na infraestrutura de saúde e a criação do Departamento da Rota Bioceânica para coordenar esforços relacionados ao corredor.
Nova Andradina está se aproveitando de sua localização estratégica para atrair investimentos e novas empresas. A administração municipal está focada em apresentar o potencial da cidade ao setor produtivo, com
melhorias no parque industrial e outras iniciativas para receber novas
empresas.
A ponte da Rota Bioceânica terá 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, com infraestruturas alfandegárias integradas dos dois lados da fronteira. O fluxo inicial estimado é de 250 caminhões por dia,
podendo aumentar à medida que a Rota se consolida como alternativa logística.
O Corredor Bioceânico promete reduzir os custos logísticos em até 30% e o tempo de transporte em 15 dias entre os países do Mercosul e os mercados asiáticos. Isso tornará a região um ponto estratégico para o comércio internacional, trazendo potencial de crescimento econômico e demográfico
significativo para os municípios envolvidos.
O entusiasmo e a preparação dos municípios de Mato Grosso do Sul para a Rota Bioceânica refletem a importância estratégica deste projeto.
Com investimentos em infraestrutura, capacitação e promoção turística, os
municípios estão posicionados para se beneficiarem grandemente do novo corredor logístico, consolidando-se como pontos de passagem e destino para o comércio internacional e o turismo.





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