A realização da COP15 em Campo Grande tem ampliado a articulação internacional de Mato Grosso do Sul, promovendo cooperação científica, intercâmbio acadêmico e diálogo com países vizinhos. Segundo o governador Eduardo Riedel, o evento tem sido uma ponte entre o Estado e instituições estrangeiras, possibilitando novas parcerias.
Um exemplo destacado foi a reunião com a Embaixada da França, incluindo o embaixador e a cônsul-geral, que visitaram Dourados e a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) para discutir cooperação acadêmica. Riedel afirmou: “A gente começa a criar uma relação com os países em assuntos de interesse da nossa academia, do nosso Pantanal, da nossa produção”.
A movimentação envolve universidades, fundações e centros de pesquisa, como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), fortalecendo a conexão entre Mato Grosso do Sul e o cenário científico internacional.
As discussões da COP15 transcendem a pauta ambiental, abordando temas interdisciplinares. O governador destacou o interesse internacional pela realidade das comunidades indígenas. “Vamos tirar o foco do conflito. Essa discussão é passada, a gente tem que olhar para frente”, declarou Riedel.
Ele enfatizou a importância de atender demandas como acesso à água, infraestrutura, educação e dignidade, sempre respeitando os usos, costumes e valores das comunidades. “O que essas comunidades precisam? Precisam de água nas aldeias, precisam de dignidade, de infraestrutura, de acesso, de educação, sem desrespeitar os seus usos, seus costumes, seus valores”, afirmou.
A integração regional foi outro eixo abordado. O governador ressaltou a importância do alinhamento com países vizinhos, como Paraguai e Bolívia, especialmente em questões transfronteiriças, como as queimadas no Pantanal. “Quando a gente tem a oportunidade de discutir com países vizinhos ações conjuntas, sempre é positivo”, afirmou.
Conversas com o presidente do Paraguai, representantes do governo boliviano e agendas em Brasília sobre energia e gás foram mencionadas como parte de uma agenda comum, estratégica para o Estado.
Riedel também mencionou programas ambientais como o Programa de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) Brigadas e o PSA Conservação, voltados à preservação no Pantanal.
A relação econômica com o Paraguai foi destacada, com investimentos cruzados entre empresários dos dois países. “O crescimento do Paraguai é muito bom para Mato Grosso do Sul. Não é uma questão competitiva, é uma questão que se complementa”, afirmou.
A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, COP15, continua ao longo da semana com uma programação voltada a debates científicos, ambientais e institucionais, reunindo representantes de diferentes países.





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